"Quando se adoece se ganha um toque de saudade e carência. Saudade dos carinhos, dos remédios infantis com gosto de tutti-frutti e do desespero de vacina. É menos pior adoecer quando criança, pois quando criança, temos quem nos cuidar, temos alguém para nos dar força. Quando se cresce você é quem te cuida, você é quem atura a tortura da dor sozinho. Você sofre calado. Quando criança, você tem virose e com carinho isso logo passa. Quando mais velho, não sabe o que é, e nem faz questão de saber. Você não tem carinho, e as náuseas só passam quando você já cansou de se lamentar com as paredes. Quando criança, você tem a vovó, tem a mamãe. Mas quando adulto, você não vê mais vovó, você é brigado com a mamãe… você tem grande parte afastado das pessoas que te amavam. E então, meu caro, nesses dias doente você se vê um solitário."
Andressa do Amaral
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